O sol brilha, o vento corre suave, o mar está calmo, a areia quente. Um passo, dois passos, deito-me, a toalha estendida, a sombra do chapéu. Respiro. Fecho os olhos. Adormeço. Começo a sentir o calor emanar pelas minhas costas, já não é o sol a queimar-me, sou eu a queimar o sol. O sol, aquela entidade omnipresente, nem sempre o vejo, mas está lá. Ele escuta o céu, e percorre os ouvidos. Quando não o vejo, oiço-o. Presente, ele está lá. Sinto o calor emanar pelas minhas costas, já não é o sol a queimar-me, sou eu a queimar o sol.