LEITURA,

Leitura - Kafka à beira-mar

Daniela Filipe Bento Daniela Filipe Bento Seguir 21 de novembro de 2013 · 1 min read
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Não conhecia a literatura de Haruki Murakami, um amigo falou-me sobre o autor e emprestou-me o livro. Foi à descoberta que me introduzi pelas páginas de “Kafka à beira-mar” e, ao longo de seiscentas páginas fiquei preso até ao último ponto. Em “Kafka à beira-mar” somos levados pela história de Kafka Tamura, um jovem de 15 anos que decide sair de casa, em busca de um significado para a sua vida. Sem memórias da sua mãe e irmã, Kafka sente o vazio do abandono precoce, a perda. Em paralelo, Nakata, um velhote que não sabe ler nem escrever, que não vive o passado, mas apenas o presente. Está preso dentro de si desde um misterioso acidente quando era pequeno, ligado a um mundo misterioso o qual apenas ele entende. Fala com os gatos e procura no presente fazer o certo.

Numa história onde existe uma chuva de peixes e cavalas, numa história onde chovem sanguessugas e onde aparece o senhor do whisky, Johnnie Walker, tudo é possível. O tempo vai e vem, o tempo para, o tempo avança.

A linguagem usada por Murakami é simples, mas cada palavra está cheia de uma grande profundidade. O mistério é contínuo o que nos deixa interessados na próxima página. Apesar da fantasia que é introduzida no decorrer do tempo, é possível encontrar algumas predominantemente eróticas e outras predominantemente sobre a cultura japonesa. Porém, cada palavra é acompanhada pela sonoridade de uma música, todo o livro é melódico e intenso. A mensagem social é clara, a idealização da vida, do futuro, do caos, da incerteza e da angústia do passado.

Certamente um livro muito recomendado!

Site oficial do autor:  http://www.harukimurakami.com

Wikipédia: Haruki Murakami

Continuação de boas leituras,

Daniel Bento

Daniela Filipe Bento
Escrito por Daniela Filipe Bento Seguir
escreve sobre género, sexualidade, saúde mental e justiça social, activista anarco/transfeminista radical, engenheira e estudante de astrofísica