October 30, 2014

O tempo não é infinito, mas finito. Tal como o tempo, nós nascemos, crescemos e um dia… morremos. A vida passa, e deixa apenas ficar a memória e a recordação de termos existido. Esta recordação permanece nos que ficam e nos que virão, um dia. Porém, não é na memória que vivemos, mas no presente, no dia, no momento.

Hoje, sinto que eu começo a fazer parte de mim mesmo, do meu presente. À medida que os últimos dias têm passado, tenho sentido um borbulhar interior num local onde apenas o vazio habitava, num sítio escuro onde não conseguia colocar nada. Começo a sentir-me vivo. Há qualquer coisa dentro de mim que me deixa feliz, bastante.

O meu estado de espírito está a mudar, sinto uma felicidade madura, capaz de durar. Uma felicidade serena. Talvez pareça não ter mudado nada, mas na realidade mudei tudo… mudei a minha perspectiva de ver o mundo e isso… reflecte-se. Tudo muda de uma forma positivamente agradável.

Há mudanças pontuais que vão acontecendo, no entanto, há uma coisa importante. O meu eu. O meu núcleo. O núcleo que me forma, o núcleo que estabelece a pessoa que eu sou, o núcleo que estabelece a minha linha de pensamento e no que acredito. O meu núcleo é único e apenas um. Independentemente da cor do espectro onde estou, sou eu. Mas neste momento caminho para um eu mais completo, para um eu onde a visão que tenho interior é a mesma de como me sinto no mundo. Sou um espelho de mim mesmo, um espelho perfeito, sem textura, sem vincos, sem imperfeições e sem distorções. Sou eu.

Durante muitos anos, a minha pessoa, o meu conjunto, era uma imagem desfocada, com características evidentes, mas desalinhada, privada. Uma imagem sem nitidez. Era esta a correspondência. Como acontece quando se desliza uma pedra no vidro, sinto-me agora. Uma pedra passa por mim, torna-me os momentos difíceis, mas no fim… eu, polido.

Capaz de me ver. Uma vida focada, alinhada… feliz.

Dani Bento

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