Existem muitos momentos que não podemos controlar, existem muitos momentos que não podemos decidir. Existem, também, momentos em que apenas podemos gerir os danos que nos são causados directa ou indirectamente, conscientes ou inconscientes. Momentos em que precisamos de reforçar as nossas energias, o nosso bem estar e reencontrar-nos novamente num mundo que está sem luz e calor. Nesses tempos existe a noção que queremos desistir, que necessitamos parar a realidade e parar tudo o que nos rodeia. São momentos - passados - num mundo frio e escuro.

Ontem, Sábado, fui ver o filme A Rapariga Dinamarquesa. Fui. Chorei. Não quero escrever sobre o que está bem feito, não quero escrever sobre o que está mal feito no filme. Não quero perder-me no debate sobre a qualidade da história ou a aproximação da realidade. Não porque não tenha isso em consideração, mas sim porque quero escrever sobre como a mensagem me chegou e me tocou... independentemente da película que vi no ecrã, dos actores, da realidade ou da ficção.