Ontem, Sábado, fui ver o filme A Rapariga Dinamarquesa. Fui. Chorei. Não quero escrever sobre o que está bem feito, não quero escrever sobre o que está mal feito no filme. Não quero perder-me no debate sobre a qualidade da história ou a aproximação da realidade. Não porque não tenha isso em consideração, mas sim porque quero escrever sobre como a mensagem me chegou e me tocou... independentemente da película que vi no ecrã, dos actores, da realidade ou da ficção.

Tenho-me perguntado algumas vezes o que é pertencer a uma minoria ou pertencer a uma maioria. Não tenho formulado esta questão na visão social, política ou judicial, mas apenas de uma forma pessoal e interior. O que significa para mim ser ou não uma minoria?

Hoje, pessoalmente, foi um daqueles dias... A nível pessoal os últimos meses têm sido positivamente intensos, porém (e como é óbvio) nem sempre os dias são melhores do que os anteriores. Há momentos. Há bastantes momentos. Por vezes, há momentos rápidos, outros momentos longos, outras vezes não existem. Hoje, pessoalmente, foi particularmente mau.

Contam-se três meses que me apresentei publicamente ao mundo local, contam-se vários anos que fui definindo o meu caminho, conta-se uma vida de histórias e momentos. Conta-se uma história que é uma vida. Um pequeno tempo, mas que tudo significa.

Ano 2015. Espero que as entradas no Novo Ano tenham sido recheadas de eventos óptimos e de animação. Faltam 364 dias para 2016 e não há tempo a perder para pôr em prática aquela lista enorme que todos os anos se faz: as resoluções para o ano seguinte.