Sou anarquista relacional e, mais do que para as outras pessoas e para a sociedade no geral, devo reconhecê-lo para a minha própria pessoa. Sou, desde há alguns anos, assumidamente pessoa poliamorasa mas em si (tal como, há mais alguns anos, o conceito de monogamia), esta visão criou-me alguns constrangimentos na forma como lia os meus sentimentos. Não por ser incompatível comigo, mas devido à minha própria leitura do mundo e das relações que tinha e tenho, sejam elas em que dimensão e de que dimensão.

Nos últimos anos tenho reparado que o tema das relações e do seu formato tem ganho visibilidade pública. Justifica-se pelo crescente acesso à informação e pela crescente capacidade de cada um assumir (de uma forma positiva) os seus sentimentos ao mundo que o rodeia.