Os últimos dois meses têm sido emocionalmente complexos para mim. Após meses de luta permanente, a ansiedade tornou-se corrosiva e levou-me a cair num novo ciclo misto (relacionado com o meu problema de saúde) que, por sua vez me retira a capacidade de ter sonos descansados e consequentemente arrastei o meu estado de saúde e a minha sanidade mental durante algumas semanas.

Gosto de acreditar. Mas mais do que gostar, sinto que acreditar me possibilita viver cada dia da melhor maneira que me posso permitir. Acreditar mantém a minha esperança, no mundo e em mim, viva e dá-me significado a cada acontecimento. Este acreditar a que me refiro incide sobre a minha visão do mundo, na crença - talvez ingénua - de que um dia todos nós teremos um espaço de felicidade acessível e real. Acredito, mas vejo um caminho longo... Porém, acredito nele.

Atualmente, a importância que a ciência tem num país assume proporções gigantescas que resultam numa competição constante entre estes. Talvez, mais do que nunca, existem pessoas formadas na área científica. Refiro-me à mesma pelo facto de que, eu próprio, estou em ciências. Porém, não é demais dizer que, por vezes, sinto que esta batalha é estranha e cansativa.