Marquês de Pombal - Imagem do Google Street View

O jornal “Público” hoje lançou uma notícia intitulada “Comissão de protecção de dados proíbe Google de fotografar ruas portuguesas” (João Pedro Pereira). Este tipo de notícia já não é recente. Desde há muito tempo que existe pequenas guerrilhas entre alguns Governos e a empresa americana, Google. É verdade que existem leis, é verdade também que os tempos mudam.

Actualmente, é surpreendente a forma como várias medidas são tomadas e, muitas vezes, é também de espantar a reacção de muitos ou a não reacção de outros a determinadas questões.

Em resumo, é dito que a Comissão Nacional de Protecção de Dados (CNPD) não autoriza a empresa norte-americana a voltar a fotografar as ruas de Portugal. Os argumentos, são os típicos… os dispostos legais.

Ora, segundo a notícia, a CNPD diz que a proibição está relacionada com “o facto de alguns rostos e matrículas serem reconhecíveis e com a falta de autorização formal”. Para os menos atentos, as imagens recolhidas pela Google são processadas e através de tecnologia de reconhecimento, são desfocadas as caras e as matrículas dos carros. As questões remetem-se todas para o mesmo ponto de entrada, a privacidade de dados.

Numa era em que, virtualmente, estamos todos ligados e que a informação circula pelo mundo como nunca circulou, não será necessário rever o conceito de privacidade? Estas definições são contextualizadas numa cultura e numa dada época, certamente estamos a viver uma fase de transição e em determinadas questões, a minha opinião geral, é que a Google nos tem levado para um novo patamar. Apesar de, actualmente, haver outras empresas muito boas, a verdade é que, desde o momento em que a garagem, onde nasceu a Google, veio ao conhecimento público, a companhia foi colocada num patamar de “exemplo empresarial”. Como tal, gera vários inimigos e ainda mais, pelo facto de ser uma empresa de disponibilização de conteúdos livre. Deve ser, de facto, das poucas grandes empresas que aproxima o utilizador do mundo virtual sem custos elevados.

De um modo arcaico, qual a diferença entre a Google fotografar, colocar num sistema de mapas bem definido ou, ser eu a passar os dias a tirar fotos a tudo, montar e fazer uma galeria pública, onde mostro a toda a gente, as ruas que fotografei. Qual a diferença entre nós? O resultado final… possivelmente o meu só me agrada a mim, o das câmaras da Google servem como utensílio a muitas pessoas nos dias de hoje. Um bom sistema de navegação, indexado a uma visualização geral das ruas, dá-nos um modo real de viajar e reconhecer alguns locais.

A imagem que coloquei no título, é um exemplo desses. Uma pequena imagem onde mostra uma boa área da rotunda do Marquês de Pombal. Se eu já não conhecesse, acharia interessante, como ponto de paragem, numa viagem pela zona. De facto, faço muito uso destas aplicações e, verdade seja dita, tenho conhecido coisas na nossa zona que não conhecia e, ao contrário da CNPD, nunca consegui “reconher alguém ou algum…carro”. A tecnologia falha? É provável que sim! Por outro lado, qualquer pessoa vai a um serviço de fotografias (Flickr, Picasa), ou até mesmo a alguma rede social (Facebook, Twitter) e consegue achar, facilmente, fotografias da zona, sem qualquer censura.

Capital

O que tem a Google a mais que todos nós a tirar fotos? Capital! Mas é capital gasto, sem retorno directo e, dá-me a parecer que não são os objectivos em Portugal. Dado que me lembro do acordo com  a MicroSoft para fotografar Lisboa integralmente, até mesmo, em vista de olho de falcão. Foi proibido? Não… mas havia capital a ser mexido!

Capacidade

Verdade seja dita, a Google ainda estará aí algum tempo… e como tal, existe muitos projectos para avançar. São estes mais ou menos ambiciosos? Não sabemos. A verdade é que a Google tem capacidade para fazer “quase tudo”, mesmo dentro dos temos da lei.

Essencialmente, tem a capacidade de fazer o mundo funcionar e girar!

Cumprimentos,

Daniel Bento

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