January 31, 2013

Era 4 de Julho de 2006 e eu tinha 20 anos. Na altura estava a frequentar o curso de Matemática Aplicada e Computação no IST, tencionava seguir o mestrado em Física e seguir Cosmologia. Era miúdo e isto espantava-me, como todas (ou a maioria) as crianças já sonhei ir ao espaço e ser astronauta. Estava sentado à secretária a ver o lançamento em direto, não queria perder nenhum momento. Talvez tenha sido a partir daí que algumas coisas mudaram. Acabei a mudar de curso, a seguir a licenciatura de Física. A dinâmica das missões espantava-me, não só a engenharia necessária, mas a complexidade dos conceitos físicos que estavam subjacentes.

Perguntam-me hoje se queria ser Astronauta. Não posso negar que seria interessante, não posso negar que seria de uma destreza mental e física conseguir lá chegar. Os que vão são bons, mesmo bons. Não há espaço para falhar.

Perguntam-me hoje se a Física ainda é na minha cabeça o que era. É e, talvez, ainda mais. É um entender da realidade, conceptual, humano, mas válido. É compreender o mundo e também, compreender o que não se conhece e não se “vê”. De um certo ponto de vista compreendo porque às vezes se afirma que os cientistas são pouco emotivos, desligados do sentimento e das verdadeiras causas da humanidade. Por outro lado, sei que há uma dificuldade em compreender que o desejo de contemplar e compreender é por si só, desejo de sentir a realidade.

Daniel Bento

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