November 05, 2014

Seja o passado um tempo fútil no presente, responsável apenas pelo futuro anterior. Seja o passado um tempo morto, despejado de significado para um futuro que apenas promete existir apartir deste momento. Seja o futuro, apenas consequência de um presente sólido e consolidado no passado.

Poderia dizer que queria esquecer a existência, o tempo, o passado. Ou, também, poderia dizer que queria que este voltasse para trás, para o sítio de onde nasceu. Para o início. Poderia, mas nenhuma destas opções é-me agradável. Nós construímos marcos, muitos marcos, ao longo do nosso percurso. Deixamos etapas completas e, por vezes, desviamo-nos do objectivo. Outras, infelizmente, não conseguimos recuperar e acabamos por ter de abandonar. Porém, a linha da vida é tão maleável quanto queremos, as pontas estão soltas e nós conduzimo-la por onde acreditamos ter de a levar.

Não acredito no absoluto esquecimento, como se uma tesoura chegasse e cortasse esta linha, separasse o meu passado de mim mesmo. Não acredito que deixar de ser, para passar a existir seja significativo perante uma vida. Porém, acredito que na medida em que decidimos curvar e seguir um novo caminho, devemos respeitar tudo o que ficou para trás. Todos os marcos fizeram parte da nossa vida e irão continuar a fazer parte. Independentemente de termos um novo caminho ou não, eles estão lá.

O passado é tão parte integrante de nós como o presente ou o futuro. Faz parte da nossa construção. Todo o nosso eu está contido neste pedaço. Um eu que se modifica, que se aproxima, que vive. A desvinculação com acontecimentos ou pilares de construção deste tempo é um processo complicado, difícil, esgotante, mas quando com vista a um entendimento maior, torna-se a árvore de uma boa colheita de fruta. É, sem sombra de dúvida, uma estrada com bastantes curvas… bastantes… a que vou percorrer. Seja esta a melhor ou a pior, é a estrada que preciso atravessar.

No fim, não há certo nem errado, há sentir. Há lutar com o coração, pensar com a cabeça e jogar com o tempo. No fim, não há mal ou bem, trata-se de viver, ser feliz e transmitir a felicidade. Pois amar é fazer viver e viver é sentir amor.

Dani Bento

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