Ser na expectativa, sentir por ser. A construção de uma identidade não é um passo que se dá instantaneamente. Cresceu comigo, desenvolveu-se comigo e existiu comigo. Nasce-se sabendo quem se é, cresce-se procurando a definição. No fim, aprende-se que nenhuma das útimas está correcta. No fim, aprende-se que apenas temos de nos reconstruir.

Analisando a História, não só apenas contextualmente, mas em todo o seu percurso, é possível encontrar várias linhas de desenvolvimento que nos permitiram chegar onde estamos hoje. Evoluímos, crescemos, aprendemos e repetimos muitos processos. Aprendemos a distribuir as tarefas e as acções de acordo com as pessoas, com as sua especialidades e capacidades.

Um romance do passado, uma visão do futuro, uma vida do presente, 1984 é um conjunto de metáforas, existências, realidades, argumentos e contra argumentos, ideias, amigos e inimigos. A beleza de 1984 não está nas palavras, está na consequência da sua leitura.

"Argumenta-se por vezes que a protecção dos Direitos do Homem que assistem a lésbicas, gays, bissexuais e pessoas transgénero (pessoas LGBT) equivale à introdução de novos direitos. Esta é uma interpretação incorrecta da questão. A Declaração Universal dos Direitos do Homem e os tratados celebrados estabelecem que os direitos humanos se aplicam a todas as pessoas sem excepção." - Thomas Hammarberg, Comissário para os Direitos do Homem da Europa

As gotas da chuva batiam precipitadamente pelo chão, a água escorria pelas bermas… As pessoas corriam de um lado para o outro, chapéus, alguns gritos, alguns esconderijos nos sítios mais estranhos. Era apenas mais um dia de chuva como qualquer outro. Eu sempre amei o tempo chuvoso, uma das coisas de que lembro bem em criança era do prazer que tinha em ir para a rua sentir a água escorrer pelo cabelo, pela pele da cara. Era um momento muito meu. Num dia importante para mim tinha de haver chuva, chuva que baste para ficar a pingar, para reflectir a pureza da água.