Tenho-me perguntado algumas vezes o que é pertencer a uma minoria ou pertencer a uma maioria. Não tenho formulado esta questão na visão social, política ou judicial, mas apenas de uma forma pessoal e interior. O que significa para mim ser ou não uma minoria?

Hoje, pessoalmente, foi um daqueles dias... A nível pessoal os últimos meses têm sido positivamente intensos, porém (e como é óbvio) nem sempre os dias são melhores do que os anteriores. Há momentos. Há bastantes momentos. Por vezes, há momentos rápidos, outros momentos longos, outras vezes não existem. Hoje, pessoalmente, foi particularmente mau.

Nos últimos dias falou-se e discutiu-se o combate ao terrorismo, as medidas antiterrorismo e a limitação da liberdade. Discutiu-se todas as medidas possíveis e imaginárias que, em anos e anos, nunca se falaram (inclusive, a pena de morte?!). Tornou-se necessário. Tornou-se urgente. Tornou-se fogo de primeira linha. Foi só e, apenas, agora que o terrorismo passou a existir. Foi só e, apenas, agora que os mal feitores jihadistas vieram atrás das suas vítimas. Foi agora que o mundo acordou para o terrorismo, #jesuischarlie acordou o mundo.

A visão do género sempre fez surgir muitas questões. Em culturas diferentes atribuiem-se nomes a pessoas com uma expressão diferente da norma para aquele meio. Penso que o destaque desta questão prima pela igualdade de género, pela clarificação daquilo que é biológico e social. A existência destes tópicos é, também, um apoio claro às conquistas feitas pelos movimentos feministas nos últimos anos.

Mantenho um blogue activo, gosto de comunicar e aprecio dar a minha opinião, mesmo quando pouco ou nada conta. Como tal, não podia deixar de escrever aqui uma referência aos últimos dias, aos episódios que nos têm assaltado a televisão a cada minuto e, também, a solidariedade e contestação que marcou estes acontecimentos. #jesuischarlie ou #charliehedbo é a hashtag mais usada nos últimos dias... para o bem e para o mal.