Há alguns anos atrás, admirava um quadro que, para muitos, não dizia nada. Lembro-me dos meus colegas me perguntarem porque gostava eu daquele quadro. Não sabia responder, simplesmente respondia que gostava. Era uma questão interior. Mais tarde, em conversas com colegas de trabalho descobri que o quadro que gostava era de um reconhecido pintor, Jackson Pollock (1912-1956) (agradeço ao Mário pela referência). Pouco ou nada sabia de arte e, ainda hoje pouco ou nada sei. Vejo, gosto, aprecio, ou não gosto e não aprecio. Tento entender do meu modo, ler do meu modo. Não estou (ainda) muito ocorrente das várias correntes artísticas dos anos que se passaram. Todos ouvimos falar do surrealismo (Paul Delvaux), do cubismo (Picasso), impressionismo (Salvador Dalí), entre muitos outras correntes que poderia continuar a exemplificar...

Na sociedade actual, existem muitas concepções pessoais da próprio termo fútil. Mas, como as palavras têm significados precisos, podemos fazer uma pesquisa e encontrar no dicionário Priberam da Língua Portuguesa: futilidade  (latim futilitas, -atis) _s. f. _qualidade do que é fútil, pouco valor, ninharia.

Hoje fica assinalado +1 dia, +1 vitória, +1 conquista. Hoje, +1 passo para uma sociedade mais justa, uma sociedade que é de todos, uma sociedade constituída por cada um, feita para todos. Assiná-la-se hoje, o dia em que se votou a favor da coadopção por parte de casais homossexuais. O jornal Público destaca a notícia, com o título "Portugal torna-se o quinto país a aprovar co-adopção por casais homossexuais"

A Papisa Joana (1996),_ _um romance escrito por Donna Woolfolk Cross, retrata a vida de Joana, a única mulher que conseguiu ascender ao trono papal, numa mistura de factos reais, história e lenda.

Com o crescimento exponencial da cultura dos meios de comunicação e da Internet começa a existir uma mistura entre a definição de reconhecimento e de realização pessoal. O indivíduo que procura a partilha do seu trabalho, da sua ideia, muitas vezes esquecendo-se da primária razão que o levou à sua execução. É tão mais frequente a incapacidade de sentir satisfação quanto mais infrequente se está isolado do mundo. A lógica social é assim gerida, na sua maioria, por conexões indirectas ao mundo, pressupostos de que no destino alguém vai receber a mensagem. Não pretendo com estas afirmações solidificar alguma ideia subjacente, mas sim apenas divagar sobre o meu próprio pensamento.