Expressão, Identidade e Orientação (e mais alguns) são termos comumente usados dentro da temática da sexualidade. Não irei usar a sigla LGBT, pois não queria escrever sobre comunidade nenhuma em particular. Estes termos tocam a todos, não são filosofias de vida, não são ideais. São definições que se ajustam a determinadas características. Partir da premissa que se deve falar em filosofia ou ideal de vida é, na minha opinião, errado.

É verdade, 3 anos... três anos. Fez hoje 3 anos que coloquei o meu primeiro pé no edifício da PT, em Picoas, para trabalhar com a equipa do SAPO Vídeos. Fez hoje 3 anos que comecei a conhecer a enorme família que tenho hoje. É com muito orgulho que falo de toda a equipa SAPO.

Geralmente, quando se retratam assuntos LGBT, fala-se nos direitos, nas diferenças, na existência e, fundamentalmente, no papel que se tem na sociedade fora da esfera intíma. Sendo um assunto sensível, é retratado de formas muito diferentes por pessoas muito diferentes. Não é disto que venho escrever, mas sim, sobre uma coisa essencial, o direito à indiferença (um termo a usar com algum cuidado).

Ser na expectativa, sentir por ser. A construção de uma identidade não é um passo que se dá instantaneamente. Cresceu comigo, desenvolveu-se comigo e existiu comigo. Nasce-se sabendo quem se é, cresce-se procurando a definição. No fim, aprende-se que nenhuma das útimas está correcta. No fim, aprende-se que apenas temos de nos reconstruir.

Analisando a História, não só apenas contextualmente, mas em todo o seu percurso, é possível encontrar várias linhas de desenvolvimento que nos permitiram chegar onde estamos hoje. Evoluímos, crescemos, aprendemos e repetimos muitos processos. Aprendemos a distribuir as tarefas e as acções de acordo com as pessoas, com as sua especialidades e capacidades.