Confesso, não conhecia o autor, valter hugo mãe, quando comecei a ler O filho de mil homens, não sabia o que esperava. Após ler algumas páginas decidi procurar mais alguma informação sobre o autor e reparei que tem recebido críticas muito positivas e apaixonantes sobre a sua escrita.

Acabei a ler com bastante entusiasmo, procurando o fim do livro a cada momento para começar, certamente, um próximo. A leitura é apaixonante. A prosa poética é magnífica, um estilo que não tenho visto em livros de autores portugueses actuais.

O filho de mil homens - valter hugo mãe O filho de mil homens - valter hugo mãe

“Para ser o dobro, disse ele, era para ser o dobro e em dobro ter o que fazer da vida e ter o que deixar ao filho”.

O autor conta-nos a história de Crisóstomo, “Um homem que chegou aos quarenta anos e assumiu a tristeza de não ter um filho”, de uma anã e do seu filho “Num pequeno povo do interior, vivia uma anã de quem todos se apiedavam”, da Maria e da Isaura “A mãe da mulher enjeitada acordou um dia e falou como se fosse francesa”, o homem maricas “Muitos anos passados, apareceu por ali um homem maricas que vinha ver a Isaura de longe, dizer-lhe bom dia e a sorrir”… entre outras belas personagens que somos presenteados durante as 252 páginas do livro.

É um livro que, apesar de ter um estilo muito próprio, remete-nos a uma leitura simples, com mensagens bem trabalhadas e ideias profundas em muitos dos episódios. São algumas horas que valem muito a pena!

É possível ver mais alguns trabalhos do autor na sua página oficial em www.valterhugomae.com.

Boas leituras,

Daniel Bento

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