Nos últimos anos tenho reparado que o tema das relações e do seu formato tem ganho visibilidade pública. Justifica-se pelo crescente acesso à informação e pela crescente capacidade de cada um assumir (de uma forma positiva) os seus sentimentos ao mundo que o rodeia.

Eu gosto. Eu sinto. Estas são duas frases que emprego frequentemente. Na minha visão são fortes e contêm um significado bastante profundo. Gostar ou sentir é emocional e, como tal, para mim é difícil racionalizar, ainda que possa tentar explicar, ainda que possa tentar exprimir. Sentir é interior a mim, gostar extende o sentir. É algo primário, antevem qualquer espécie de pensamento racional, construído. Ainda que seja básico.

Tenho-me perguntado algumas vezes o que é pertencer a uma minoria ou pertencer a uma maioria. Não tenho formulado esta questão na visão social, política ou judicial, mas apenas de uma forma pessoal e interior. O que significa para mim ser ou não uma minoria?

Hoje, pessoalmente, foi um daqueles dias... A nível pessoal os últimos meses têm sido positivamente intensos, porém (e como é óbvio) nem sempre os dias são melhores do que os anteriores. Há momentos. Há bastantes momentos. Por vezes, há momentos rápidos, outros momentos longos, outras vezes não existem. Hoje, pessoalmente, foi particularmente mau.

Nos últimos dias falou-se e discutiu-se o combate ao terrorismo, as medidas antiterrorismo e a limitação da liberdade. Discutiu-se todas as medidas possíveis e imaginárias que, em anos e anos, nunca se falaram (inclusive, a pena de morte?!). Tornou-se necessário. Tornou-se urgente. Tornou-se fogo de primeira linha. Foi só e, apenas, agora que o terrorismo passou a existir. Foi só e, apenas, agora que os mal feitores jihadistas vieram atrás das suas vítimas. Foi agora que o mundo acordou para o terrorismo, #jesuischarlie acordou o mundo.