Vencedor do Prémio para a Melhor Longa-Metragem na edição do Queer Lisboa 2014, Something Must Break é uma produção Suéca (2013), de Ester Martin Bergsmark que, segundo as suas palavras quer “mudar a maneira que vemos as coisas que tomamos garantidas apontando a câmara em direções que o público não sabia que existe para ver”.

Já alguma vez na vida se questionaram sobre quem são, de onde vêm, porque existem ou porque o mundo acontece como acontece? Desde criança que tenho tendência a fazer perguntas um pouco existencialistas. Por vezes isso reflete-se nos meus textos, na minha expressão e na minha pessoa. Porém, nem tudo é um mar de rosas. Ser existencialista também trás as suas consequências, mais ou menos graves.

Participei neste concurso há quase um ano. Motivado pela sensibilização das políticas de igualdade de género, decidi participar com um conjunto de fotografias. Entre as quais duas delas foram seleccionadas para exposição (online/impresso).

Na verdade nunca tinha imaginado o pai como agora o via; nos últimos tempos, de resto, o novo hábito de rastejar por todo o quarto levara-o a descurar a atenção aos acontecimentos no resto do apartamento e já deveria estar preparado para encontrar algumas mudanças. E porém, e porém, aquele homem seria ainda o pai? O mesmo homem que ficava na cama cansado como morto quando Gregor partia (...) - A Metamorfose, Franz Kafka.

A professora de piano Erika Kohut entra como um furacão na casa que partilha com a mãe. A mãe gosta de chamar a Erika o seu pequeno tufão, pois a menina consegue às vezes ser tão rápida como um furão. Fugir à mãe é a motivação. Erika vai a caminho do fim dos trinta. No que respeita à idade, a mãe bem poderia ser sua avó. - A Pianista, Elfriede Jelinek