Nos últimos dias falou-se e discutiu-se o combate ao terrorismo, as medidas antiterrorismo e a limitação da liberdade. Discutiu-se todas as medidas possíveis e imaginárias que, em anos e anos, nunca se falaram (inclusive, a pena de morte?!). Tornou-se necessário. Tornou-se urgente. Tornou-se fogo de primeira linha. Foi só e, apenas, agora que o terrorismo passou a existir. Foi só e, apenas, agora que os mal feitores jihadistas vieram atrás das suas vítimas. Foi agora que o mundo acordou para o terrorismo, #jesuischarlie acordou o mundo.

A visão do género sempre fez surgir muitas questões. Em culturas diferentes atribuiem-se nomes a pessoas com uma expressão diferente da norma para aquele meio. Penso que o destaque desta questão prima pela igualdade de género, pela clarificação daquilo que é biológico e social. A existência destes tópicos é, também, um apoio claro às conquistas feitas pelos movimentos feministas nos últimos anos.

Mantenho um blogue activo, gosto de comunicar e aprecio dar a minha opinião, mesmo quando pouco ou nada conta. Como tal, não podia deixar de escrever aqui uma referência aos últimos dias, aos episódios que nos têm assaltado a televisão a cada minuto e, também, a solidariedade e contestação que marcou estes acontecimentos. #jesuischarlie ou #charliehedbo é a hashtag mais usada nos últimos dias... para o bem e para o mal.

Contam-se três meses que me apresentei publicamente ao mundo local, contam-se vários anos que fui definindo o meu caminho, conta-se uma vida de histórias e momentos. Conta-se uma história que é uma vida. Um pequeno tempo, mas que tudo significa.

Ano 2015. Espero que as entradas no Novo Ano tenham sido recheadas de eventos óptimos e de animação. Faltam 364 dias para 2016 e não há tempo a perder para pôr em prática aquela lista enorme que todos os anos se faz: as resoluções para o ano seguinte.