Não somos fotografias, não somos visões estáticas no tempo, não somos intemporais. Somos parte do tempo, do evoluir, da mudança. Foi com esta premissa que sugeri a palavra tempo durante a minha acção de formação de voluntariado na ILGA este último fim de semana.

Uma vida constrói-se ao longo do tempo, desenvolve-se através de estímulos próprios e de estímulos que nos cercam permanentemente. A existência em sociedade depende dessa construção. Simultaneamente somos seres únicos, de características únicas... limitados apenas por convenções.

- A sua pergunta, Senhor Juiz de Instrução, a inquirir se sou pintor de prédios... aliás, o senhor não me perguntou nada, atirou-me essa declaração... é reveladora do conjunto do processo intentado contra mim. Pode objectar que não se trata de modo nenhum de um processo judicial, e tem inteiramente razão, porque não se trata de um processo judicial, salvo se eu lhe reconhecer essa qualidade. Ora, reconheço-a neste instante, por compaixão, por assim dizer.(...) - Joseph K. em O Processo.

Em Março (2015) fui contactada para uma entrevista no Jornal i para um formato de reportagem, que foi publicada em papel e online.

Nos últimos anos tenho reparado que o tema das relações e do seu formato tem ganho visibilidade pública. Justifica-se pelo crescente acesso à informação e pela crescente capacidade de cada um assumir (de uma forma positiva) os seus sentimentos ao mundo que o rodeia.